De_Patrícia Ribeiro e Silva.

Neste castelo... os sapatos ficam à porta.

Mostrar mensagens com a etiqueta Afeganistão. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Afeganistão. Mostrar todas as mensagens

15.1.08

Charlie Wilson's War

Em 1979 a União Soviética interfere na guerra civil afegã, invadindo o Afeganistão e fazendo milhares de vítimas civis. Então a URSS apoiou o governo marxista, por oposição aos insurgentes mujahid afegãos, que tinham o objectivo de derrubar o regime comunista no país. À luz dos acontecimentos na década de 80, Charlie Wilson's War pretende ajudar a perceber a origem do actual conflito no Afeganistão, e de que forma, ao apoiarem politica, militar e financeiramente os mujahids, os EUA contribuíram para o barril de pólvora que é hoje aquela região. A reter especificamente esta cena de Philip Seymour Hoffman:

30.12.07

Um programa da CIA chamado RENDITION (PARTE II)

Uma empresa privada ganha lucros astronómicos com a violação dos direitos humanos. Segundo o American Civil Liberties Union a Jeppensen Dataplan Inc, empresa de aeronáutica subsidiária da Boeing, terá facultado à CIA a logística necessária para levar a cabo detenções e vôos secretos em países como a Síria, o Egipto, a Jordânia, Cuba, e outros. Coisas do liberalismo.

Um programa da CIA chamado RENDITION



Ao abrigo do Programa "Rendition" e com o conhecimento da Administração Bush, não é novidade para ninguém que a CIA tem por hábito efectuar detenções de suspeitos de terrorismo em várias partes do mundo, transportando-os depois para países onde a tortura em interrogatórios é prática assumida. Embora a memória seja muitas vezes curta, seria bom não esquecer que no ano que agora finda foi levado a cabo um inquérito pelo Parlamento Europeu sobre os vôos secretos da CIA em solo europeu, inquérito esse que nos permitiu ficar a saber que Khaled Al-Masri, Abu Omar e Abdurahman Khadr, três inocentes suspeitos de terrorismo raptados nos seus países de origem, levados para centros de detenção secretos da CIA, onde foram brutalmente torturados, poderão ter passado por Portugal. De acordo com uma carta do MNE dirigida a Ana Gomes de 5 de Dezembro, mas apenas recebida a 26 de Janeiro, e consultada pelo JN, o SEF dispõe dos registos relativos a vários voos das duas aeronaves em causa um Boeing 737 (N 313P N4476S), aparelho que efectuou oito passagens por Portugal (escalas de partida ou de chegada nos aeroportos do Porto e Santa Maria nos Açores) no qual viajou o cidadão alemão Al-Masri; nos casos de Omar e Khadr, tratou-se de um Gulfstream IV (N85VM N227SV), que efectuou seis passagens por Portugal (aeroportos de Santa Maria, Cascais e Lisboa) entre 7 de Novembro de 2003 e 16 de Maio de 2005, incluindo ligações "de" ou "para" Guantanamo (Cuba), Tuzla (Croácia), Misurata (Líbia) e Rabat (Marrocos). Apurar a verdade dos factos não foi contudo possível já que, à boa moda democrática, Lisboa se recusou a fornecer ao Parlamento Europeu a famosa lista de passageiros do SEF, o que valeu a Portugal a acusação no relatório final da Comissão Parlamentar de cooperação insuficiente. Ficamos sem perceber porque foi indeferido o pedido da lista de passageiros do SEF. Como certeiro diz o povo, quem não deve não teme. Mas pelos vistos, há quem deva e por isso tema. Provado ficou, no entanto, que a Europa da democracia e dos direitos humanos conta com quem, ao mais alto nível, dê cobertura ao buraco negro que são os Serviços Secretos Americanos, subscrevendo um programa em que deter pessoas secretamente e torturá-las com o objectivo de obter informações é hasteado como bandeira da democracia. Se isto não é regressar à idade média, então o que é? E depois falam do Mugabe.

9.12.07

PEÕES EM JOGO




Não é um filme excelente. Mas é uma reflexão actual sobre a admnistração Bush e a decisão de invadir o Iraque. Quatro coisas sobre Peões em Jogo:

1. Porquê que os media venderam o programa militar do partido republicano sem que o questionassem? Por outras palavras, porquê que os media compraram e alardearam a propaganda norte-americana que consistia na ideia de que a invasão do Iraque era absolutamente inevitável?

2. Quais as reais consequências de uma derrota dos EUA no Iraque? Ou por outras palavras, qual a extensão dos danos de uma derrota militar para a credibilidade norte-americana no mundo?

3. Quem são os militares norte-americanos que se voluntariam para ir para o Iraque e o Afeganistão? Porque se voluntariam e como são tratados pela administração norte-americana?

4. Os jornalistas têm espaço de manobra real para questionar o agenda setting governamental?