De_Patrícia Ribeiro e Silva.

Neste castelo... os sapatos ficam à porta.

Mostrar mensagens com a etiqueta Política. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Política. Mostrar todas as mensagens

8.1.08

concorda que as ex-colónias sejam indeminizadas pelas ex-metrópoles ?

Aproveitando o repto do Coronel Kadhafi... 31 pessoas responderam a esta pergunta. Uma pseudo-sondagem vale o que vale. 20% responderam "De maneira nenhuma"; 19% responderam "Absolutamente. Seria justo e honesto da parte do ocidente" e 16% responderam "Não sei. Dá que pensar". Eu pergunto... e porque não?

há muitos, muitos anos atrás ...

quote of the day :



7.1.08

UMA HISTÓRIA TRISTE


No dia 14 de Abril de 1865, Abraam Lincoln, então décimo-sexto presidente dos EUA, é assassinado à queima-roupa em Washington, no Teatro Ford, enquanto assistia a uma comédia. Passavam poucos dias do fim da guerra civil, e o sulista John Wilkes Booth, jovem e mediático actor, disparava o tiro fatal motivado pelo desejo de vingar a derrota do Sul na Guerra da Secessão. No dia 4 de Abril de 1968, momentos antes de uma marcha, num hotel da cidade de Memphis, um franco-atirador assassina Martin Luther King. Odiado pelos segregacionistas, até hoje várias versões têm sido veiculadas sobre o homícidio de um dos activistas negros mais conhecidos do mundo, mas nenhuma suficientemente esclarecedora; quase todas, porém, envolvem suspeitas relativas às próprias agências governamentais. E no verão de 1963, ao meio dia e meia do dia 22 de Novembro quando visitava Dallas (Texas), desfilando num carro aberto perante uma multidão entusiasmada, John F. Kennedy é atingido por dois tiros, um no pescoço (que também atinge o Governador do Texas John Connally) e outro fatal na cabeça. Um ex-marine, Lee Harvey Oswald, de 24 anos, que trabalhava num depósito de onde foram vistos os disparos, é detido e acusado pelo homicídio de Kennedy. No dia 24, quando Oswald era transferido para outra prisão, acaba por ser também ele assassinado por um homem que se diz ligado à máfia americana.

28.12.07

ELE QUERIA UM REFERENDO SOBRE O PRÓXIMO TRATADO DA UNIÃO EUROPEIA:

EU QUERO UM REFERENDO SOBRE O PRÓXIMO TRATADO DA UNIÃO EUROPEIA

Vivo num país onde votar sem ler os programas dos partidos é coisa de somenos importância. Mais depressa um governo é escolhido com base na fotografia do candidato proposto, do que com base em ideias e moções concretamente orientadas para os problemas do país. Os problemas reais do país raramente são discutidos. E quando o são, muitas vezes não escapam à lógica da centrifugação ideológica que tudo consome e tudo mina neste Portugal dos pequeninos. De tal forma, que são poucas as hipóteses de superar a dicotomia senil que espreme toda e qualquer questão a um problemúnculo de esquerda ou de direita. O mesmo país que não se melindra com a ideia de um povo que não tem interesse em ler os programas dos partidos em tempo de eleições, avança sereno com o argumento de que o Tratado de Lisboa é tão técnico e tão complexo, tão denso e imprescrutável, que não reúne condições para ser referendado. É precisamente por ser um documento quase ininteligível, que ninguém vai ler e que ninguém vai compreender que se justifica um debate alargado, tão participado e esclarecedor quanto possível. E esse debate só será possível convidando claramente os portugueses a pronunciarem-se sobre o assunto através de um referendo. A ideia de um povo que elege um governo que o considera incapaz de se pronunciar sobre determinadas questões, é ... como dizer (?) ... A ideia de um povo que elege um governo que o considera um asno... é confrangedora. O debate sobre o projecto europeu deve ser inclusivo e deve dirigir-se à maioria dos europeus. Não deve ser exclusivo de centros de decisão que hoje em dia, verdade verdade, ninguém sabe bem quais são. O pior cenário para o futuro da União Europeia, seria permitir que se transformasse num mero exercício retórico, onde aquilo que é fundamental para os cidadãos é decidido à margem da sua vontade e do seu discernimento. O que é afinal o Tratado de Lisboa? É uma festa? É um bocado de prosa que dois ou três jornalistas insistem em classificar de maravilhosa, linda, excelente e extraordinária? Ou é mais do que isso? Ou será também o redimensionamento do peso estratégico de cada estado membro? E quais as consequências para Portugal dessa redefinição política? Por tudo isto, é senão justo e honesto levar a cabo um referendo sobre o Tratado de Lisboa que envolva os portugueses e lhes conceda a maioridade digna de uma democracia que se presume adulta.

9.12.07

PEÕES EM JOGO




Não é um filme excelente. Mas é uma reflexão actual sobre a admnistração Bush e a decisão de invadir o Iraque. Quatro coisas sobre Peões em Jogo:

1. Porquê que os media venderam o programa militar do partido republicano sem que o questionassem? Por outras palavras, porquê que os media compraram e alardearam a propaganda norte-americana que consistia na ideia de que a invasão do Iraque era absolutamente inevitável?

2. Quais as reais consequências de uma derrota dos EUA no Iraque? Ou por outras palavras, qual a extensão dos danos de uma derrota militar para a credibilidade norte-americana no mundo?

3. Quem são os militares norte-americanos que se voluntariam para ir para o Iraque e o Afeganistão? Porque se voluntariam e como são tratados pela administração norte-americana?

4. Os jornalistas têm espaço de manobra real para questionar o agenda setting governamental?